Tentei não escrever sobre este assunto. Mas fui fraco ao ler a mais recente reportagem sobre o já tão conhecido Clube das Virgens criado por Margarida Menezes (a virgem mais imaculada de Portugal). Este singelo clube representa as mulheres que por uma razão ou outra nunca conseguiram ter relações sexuais. Umas por opção ideológica (o mito do príncipe encantado ou a tal pessoa ideal) outras (quase todas) porque simplesmente nunca surgiu a oportunidade de se entregarem aos prazeres do amor físico.
A notícia começa por afirmar que está na moda ser virgem. Para estar na moda as pessoas têm de gostar de sê-lo o que não me parece que seja o caso. Já o mediatismo é positivo para a criadora do clube Margarida Menezes (que é bem jeitosa) numa altura em que vai lançar um livro. Ser virgem é bom, ser virgem e ganhar uns trocos melhor ainda. Este fenómeno de qualquer pessoa hoje em dia (por algum motivo que não interessa) poder escrever um livro também tem de ser explicado, mas isso são outras histórias.
O grupo que já conta com 40 mulheres (ou senhoras) é exclusivo ao sexo feminino o que fez com que alguns homens se sentissem hostilizados e criassem o seu próprio clube mas com intuitos diferentes: “O objectivo principal do clube é todos os membros perderem a virgindade o mais rapidamente possível, passando ao estatuto de sócio reformado". É um propósito muito altruísta e com o qual concordo. É errado as mulheres terem o crédito todo quando há homens que sofrem do mesmo (nunca por opção) e também têm direito ao seu clube, nada mais justo. Admitem que são virgens, sim senhor, (já é uma grande vitória), mas a curto prazo, o que não lhes retira valor algum. Não são tão exigentes como as mulheres, querem apenas “torcer o pepino” (inventei a expressão para este propósito). Sinceridade acima de tudo.
A verdade é que as virgens sentiram-se ofendidas com o que consideram ser “uma estratégia de engate”…e se for? Nada mais natural, juntam-se os dois grupos e deixam de haver virgens. Com tantas guerras que existem não há necessidade de uma guerra de sexos, desculpem, de virgens. O meu conselho é: pratiquem o amor, não o mal. Já vi muita gente a defender o mesmo.
Este é um clube singular, fazem parte do movimento mas dariam tudo (salvo seja) para não fazerem parte do mesmo. É uma contradição engraçada.
Um conselho: Não fiquem à espera da “pessoa especial”, essa não existe como pensam… Há seres mais ou menos especiais, mais ou menos sentimentais, mais ou menos compatíveis, mais ou menos simpáticos, e por ai fora. Ao partir desta premissa é que podem conhecer as pessoas e encontrar o Amor… o tal “Príncipe Encantado”. Não esperem é que seja à primeira…
No final da notícia vem a informação de que o próximo encontro das virgens vai ser numa sex shop. “Nenhuma conhece”, dizem. Deu-me um pouco vontade de rir. Têm dificuldade em interagir e relacionar-se com as pessoas do sexo oposto mas ir a uma sex shop e brincar com dildos já não constrange, não há problema algum. Hum... Se calhar estão a queimar etapas.
Outro aspecto que importa realçar. A virgindade representa a pureza do corpo segundo a criadora do movimento. Nada mais insultuoso para quem infelizmente perdeu a virgindade e agora já não pode voltar atrás. Que irão fazer agora os 99% da população portuguesa agora que sabem que afinal são promíscuos?
Nota: Estou a pensar lançar um livro sobre o facto de não ser virgem. Dizem que é um fenómeno globalizante, tem de ser explicado o que leva as pessoas a entregarem-se aos prazeres das relações sexuais. Já que está na moda escrever livros vou é aproveitar a corrente…
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
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